terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Gratidão

o desenrolar dos nossos dias somos bombardeados por más informações: violência, roubo, crise, desemprego, abandono, fome, terrorismo, desastres ambientais que mais são desastres “humanais” – o homem versus a natureza, calada, pacífica, que cansada da mansidão explode, transborda, enche (no sentido mais amplo do verbo encher), e se converte contra o homem causando mais dor e perdas. Basta acessar seu e-mail, ligar a TV, acessar o Facebook: as ditas notícias estão lá! Não que seja ruim o fato de ficarmos informados, ruim é o excesso. Ruim é a falta de equilíbrio, entre o bom e o mau, o correto e o incorreto. Estamos cheios de casos aí de pessoas fazendo o bem, de seres humanos que recomeçam contra as intempéries da vida, enfrentam o desemprego abrindo um negócio com menos de R$200,00. Em comunidades, algumas dominadas pelo tráfico, lá estão eles, os líderes comunitários tentando e tentando incentivar a educação, a escola, a saúde, o esporte. Um garoto ganho para o esporte, menos um no tráfico, menos um na lista da juventude exterminada nos grandes e médios centros urbanos. Você deve estar se perguntando o porquê dessas palavras, desse blablabla que ouvimos e vemos tanto. Por que vim aqui para dizer GRATIDÃO!



  Gratidão a você que com pouco ou muito contribui com os outros, que se emocionam ao ouvir histórias, que ainda acreditam nas pessoas. Para você que acorda todos os dias e sorri, mesmo quando o trabalho, não é aquele do seu sonho, mas é um trabalho, quando as contas apertam, as dores do corpo chegam, quando está no segundo ou terceiro ônibus de ida ao trabalho e ele tá lotado, apertado, quente e você ainda paga por isso, mas mesmo assim, faz acontecer, acredita no outro e o apoia da sua forma, do jeito que dar e pode. A palavra é gratidão pois em todos os lugares do mundo, está cheio de gente assim e se eu pedir para você marcar alguém que se encaixa nesse perfil aqui por mim citado, vai lembrar o nome de um amigo/amiga. Gratidão ao mundo, por que ele ainda não está perdido, escondido estão os rostos “dos de bem”, que com pouco, fazem muito, os da perseverança, os cidadãos que um dia passaram pela minha vida sem nem me conhecer e deixaram ali seu apoio, aqueles que a mídia não mostra ou mostra pouco para compensar, pra não dizer que não falei das flores, entende? E ainda coloca no povo o estigma de quem só busca desgraça, só dar ibope para aquilo que é ruim, ouvi isso de um jornalista, mas será? Ou talvez de tão sem opção estarmos, fomos acostumados aos traumas? Eu quero são os bons, vida e não só morte, mais amor e menos terror, mais sentimento em equilíbrio com a dor. Gratidão a todos aqueles que fazem acontecer e que me motivaram a vir aqui escrever para aqueles que não, não morremos para a vida e nem se deixaram entregar, a vocês minha infinita GRATIDÃO!

Texto escrito em homenagem ao leitores da plataforma Cientista Que Virou Mãe - por nos ter ajudado em nosso crowdfunding para passagens para ir ao Social Good Lab em agosto/2015.

Texto publicado no Site Cientista Que Virou Mãe clique aqui

Manú Oliveira

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