domingo, 6 de março de 2016

Empreender é Dar Vida aos Sonhos - As Mulheres quebradeiras de Coco-Babaçu no interior do Maranhão

Empreender é dar vida aos sonhos, transformar a teoria em prática e voluntariar não muda muito o sentido quando você tem em mente um mundo melhor. Atualmente, o mundo gira em torno do capitalismo, este que não deve ser considerado um “bicho-papão” pela sociedade, até porque ele é o que move o mundo, transforma as pessoas e motiva-as para ter uma vida melhor.

O empreendedorismo é uma atividade que cresce cada dia mais, e no nordeste cresce sem freios. Muitos fatores influenciam para que tal região regenere–se, e saiba fazer isso utilizando recursos naturais que devem sim ser explorados por seu povo e com freios. Uma triste realidade que acontece não apenas no nordeste, mas em todo o Brasil, sabemos que a diversidade natural é estupenda em todo o território nacional, e muitas empresas internacionais vem e acabam usando o nosso “produto sagrado”. E o brasileiro? Porque ele, simplesmente não usa, cria e cresce? Eis a pergunta!

Podemos observar que o empreendedorismo no Brasil pode ser uma das saídas para que o brasileiro saia da zona de conforto e aprenda a usar o que é seu com racionalidade. Entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil, existe o Meio Norte, sub-região localizada nos estados do Piauí e Ceará onde podemos encontrar o Coco-Babaçu que é uma planta que possuí frutos de sementes comestíveis que retirado o óleo é utilizado na culinária, remédios e atualmente em estudos para a produção de biocombustíveis. Mas, o que chama mais a atenção é para quem trabalha no inicio de todo o processo, na retirada do fruto da palmeira e na quebra, as chamadas “ quebradeiras”. As quebradeiras, normalmente são mulheres, residentes da zona rural onde quebram o Babaçu para a retirada das amêndoas para assim ter outros fins. Por exemplo, com a palha é possível fazer a cobertura de casas, objetos como chapéus, bolsas, vassouras, com o tronco é possível até palmito, carvão, sendo este último uma preocupação para com o meio ambiente, pois o processo de produção dele agride o meio.

 




O grande problema está em como a matéria prima transforma-se em produtos e como ele chega no mercado.  Existem sim, projetos que incentivam a produção com o Coco-Babaçu, porém não existe incentivo para as quebradeiras, como por exemplo cursos que a capacitem para uma melhor produção ou mesmo um marketing trabalhado em como esse produto deve chegar com qualidade na mesa do brasileiro e no mercado, ou seja empoderar essas mulheres que muitas vezes estão a mercê, ancoradas em programas do governo.
O Coco-Babaçu



Portanto, busca-se um desenvolvimento sustentável, baseado em um trabalho de extrativismo vegetal consciente dando continuidade a uma cultura, sendo incrementada com tecnologias para o não esquecimento de um recurso natural que pode beneficiar a todos, inclusive aos donos da terra. 



Vanessa Cavalcante, é professora de Língua Portuguesa, natural do Piauí, diretora de Recursos Humanos da Enactus CESTI-UEMA, professora de cursos Profissionalizantes na Empresa Brasil Profissionalizado, à frente da Empresa Bazar das Meninas e é colaboradora do Social Brasilis.

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